sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Cheia das jabuticabas

"Sabe aquele fim de tarde
Onde lá fora já esfria e o sol começa a fechar os olhos
Abro os meus pulmões e os encho de saudade
Meus olhos se abaixam diante do resto de dia
E assim, quietinho pode ver a imensidão
As nuvens brincam e passam correndo
Polvilhando o céu de branco
E de cor em cor
Vai passando seu cheiro
Seu jeito e me passo
Dessa janela que me convida a sonhar
E lembrar e sonhar
a brisa leve, me suspende no ar
E me leva pra longe de mim
cada vez mais perto de você"



-- Autor desconhecido (na verdade retirado da timeline de uma amiga) 




--------


É a saudade chegando

Certeira senhora
Se depara com a relutância inútil
De quem se acha dono de si



De quem se esquece de ser dono de si implica em controlar todos aqueles que detém uma fração sua





São partezinhas espalhadas por aí:



Umas com um karma bem definido
Outras que não querem saber de caminhos
Algumas que se fingem de mortas
Outras que já se foram inclusive da lembrança;
Surgem cíclicas, e sazonais.



Mas aqui quero me abrir sobre os pedaços, sobre os membros, os órgãos




O corpo responde.
 O peito reage.
 A alma se entrega, o sinal está dado.

Tal qual prazer e a dor
É a saudade e o amor...


E quando a paixão ferve, a falta pulsa de dentro! 
A saudade rasga, emaranha, entope, entorpece e afoga.
O todo se volta para um
que se volta a ser apenas mais um quando a maré se vai


E no fim
Os que não viam o momento da ressaca cessar
Acabam por passar a esperar pela próxma a chegar.



----------------------


~
~
~