A vida é muito pouca, o ano passou rápido e o dia......é muito curto
Pressa......
Pressa para aproveitar tudo que há para se aproveitar. Um desespero que nos completa todo dia com incompletez e.....
arrependimento...
Bem, eu...cansei de ter pressa
E quero que não tenhas pressa.....
lê esse texto com calma....palavra por palavra, e talvez entendas.....
Ao passo largo e rápido do atraso, esquecemos dos rostos que passam,
das folhas das árvores,
da origem de cada tijolo,
de cada moeda
de cada vida
....
Sempre que ando na rua, eu me impressiono quando olho para cima. Normalmente olhamos tão preocupados para o chão, que esquecemos que tem uma outra metade de mundo.
Assustei-me uma vez que de manhã, no caminho apressado do atraso, olhei para uma lua persistente. Parei, e admirei, e cheguei atrasado.
....
Nossos pés estão fixados em um modo de vida tão estático, tão pouco espontâneo, tão óbvio. Talvez seja mal de paulista mesmo.
Uma vez me perguntaram se eu prezava mais a razão ou o sentimento...e eu não soube responder...Temo ser um paradoxo. Aceitar o amor e negar Deus, acreditar na intuição e ignorar a superstição. Será que sou complexo ou não sou nada?
Aos poucos as petalas vão se abrindo e eu vou entendendo que ninguém entende nada.
A mente humana é limitada, dualista: bem ou mal, certo ou errado
Sempre achei que não tinhamos limites para as nossas ideias, mas temos.
A partir de um certo ponto de complexidade, não conseguimos ir além. Multidimensão, Multiverso.
Somos diariamente condicionados com penas e advertências. Seguimos uma linha de vida que nos limita a cada dia. Quando eramos crianças, aprendiamos milhões de coisas ao mesmo tempo, nunca duvidavamos de nada, era tudo novo, e tudo fluido.
E conforme giram os ponteiros e caem as folhas, nos deparamos com mais e mais paradigmas e no fim, cansamos de perguntar "Por quê?", e simplismente engulimos ou não engulim0s o que quer que nos enfiem guela abaixo.
Caminhar e se machucar é comum a qualquer estrada. E descobrimos quais os caminhos mais tortuosos. Descobrimos que amor e sofrimento são estradas parecidas, que amizade e servidão andam lado a lado. Que boas intenções e segundas inteções são quase sempre o mesmo asfalto e finalmente, nos descobrimos vestindo uma armadura para evitar todos os espinhos
e todas as flores
um elmo que nos protege da poeira nos olhos
mas que tampa a nossa visão do crepúsculo.
Uma bota que evita que nossos pés se cortem
e que sinta a maciez da relva verde...
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